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E que venha 2OO9!


Imagem retirada do Flickr.

E mais um ano chega ao fim. Esse é o momento de colocar os pés no chão e fazer o seu saldo particular. Como foi o seu ano de 2OO8? Conseguiu realizar o que desejava, sonhava, pensava? Manteve a cabeça no lugar e não se deixou abalar por coisas pífias, desnecessárias, sem importância? Tratou as pessoas com respeito, dignidade e compreensão? Soube diferenciar as verdades das mentiras, os sonhos dos devaneios, as palavras verdadeiras das falsas? Essas perguntas devem ser respondidas por nós para nós mesmos. Só assim você pode ver o que passou e usar isso como um espelho para o que está por vir. Os dias se passam, mas ficam as idéias, os sonhos, os pensamentos, as realizações, os anseios, as paixões e, acima de tudo, a certeza de que devemos sempre erguer a cabeça diante de qualquer situação, por mais difícil que ela possa parecer. Como dizem os meus queridíssimos meninos do Strike: "...eu sigo em frente, e hoje nada vai me abalar. Sem olhar pra trás eu vou na fé."

Para finalizar o último post de 2OO8, deixarei um texto - cujo autor eu desconheço - que diz muito sobre o que se passa na cabeça de todo mundo nesse período.

"Nem sempre se pode sonhar com aquilo que não se pode ter. Mas que regra mais idiota, pois quando a gente sonha é exatamente com o que não temos, e quase sempre com o que mais queremos. E o meu controlador de sonhos anda meio encabulado... Eu quis tantas coisas esse ano, mas quase tudo ficou jogado às traças do meu coração que esconde sonhos irrealizados. Mesmo assim eu não esqueço as promessas que eu fiz para mim. Não quero me desapontar. Mesmo assim eu não me canso de querer o que é bom pra mim. E quando menos se percebe, o tempo passa como febre. E aquele sonho que parecia tão jovem e moderno, não passa de um retrato na lembrança, não passa de um desejo de criança. E como fruta que amadurece, e necessita de alguém que coma, a sua polpa que por dentro cresce lhe dando corpo e aroma. Os sonhos também apodrecem se com o tempo ninguém os reclama. Mesmo assim eu não esqueço as promessas que eu fiz para mim. Não quero me desapontar. Mesmo assim eu não me canso de querer o que é bom pra mim. Não importa se ficar como algo que ficou."

Eu desejo a todos um excelente 2OO9. Que nesse ano que está por vir, possamos cumprir todas as nossas metas e mais do que nunca termos a creteza de estarmos felizes, independente de como estivermos. Um grande beijo, Sah.

Amigos são como espelhos.



Escolher bem quem te acompanha é questão de inteligência. Por quê? Olhe bem para aqueles que você julga ser seus amigos. Eles são o espelho que reflete exatamente o que você é. Se nós nascemos com o direito de escolha, é porque temos a capacidade de escolher. Saiba escolher corretamente. Olhe ao seu redor e veja a melhor opção a se fazer. Tenha opinião própria. Não se deixe influenciar por quem não quer o seu bem, afinal, como já dizia o teórico Skinner, “o ser humano é produto do meio em que vive”. Escolha o seu lugar e saiba do seu papel.

Texto escrito para o Blorkutando. :)
Ela que descobriu o mundo e sabe vê-lo do ângulo mais bonito. Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes, sente e vive intensamente, aprende e continua aprendiz, ensina muito e reboca os maiores amigos. Faz dança, cozinha, se balança na rede e adormece em frente à bela vista. Despreocupa-se e pensa no essencial. Dorme e acorda. Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana. Fala inglês e canta em inglês, escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus e lava os cabelos com shampoos diferentes, faz amor e anda de bicicleta dentro de casa, e corre quando quer. Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano e brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga. Tem computador e rede, rede para dois. Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão, procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs. Vai ao teatro, mas prefere cinema. Sabe espantar o tédio, cortar cabelo e nadar no mar. Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda. Despreocupa-se e pensa no essencial. Sente saudades e pensa tanto em você. Dorme e acorda.


Uau, ganhei a 6ª semana do Blorkutando. Obrigada por terem gostado do texto. :)
Assim que a criatividade fluir, escreverei sobre o tema da 7ª semana.

Não há caneta que consiga passar para o papel o que ela sente. Não há descrição que consiga explicar aquilo que acontece na sua complicada forma de ser e pensar... Fala por enigmas, frases repletas de ambigüidades, duplos sentidos, palavras impregnadas de sentidos maníacos e insanos, deixando idéias erradas nas pessoas certas. Vive de metáforas doentes porque perdeu o sentido da realidade, devido a intensidade com que idealizou os seus sonhos...

Sonhos. Sempre me fazem bem. Sonho com o futuro, com o passado e até mesmo com o presente. Sonho em escrever algo de sucesso, talvez montar uma banda, concluir com êxito a universidade, encontrar alguém especial, e muitas outras coisas que não valem ser lembradas. E você, quais os seus sonhos? Será que você luta o suficiente para realizá-los? Vale refletir. :)

A supervalorização da beleza.


Eu era uma adolescente normal. Possuía amigas verdadeiras, daquelas que estão com você pro que precisar. Namorava um garoto que, mesmo não sendo bonito, me amava. Usava meus cabelos castanhos cacheados com todo orgulho. Estava um pouco acima do peso, mas minhas gordurinhas não me afetavam. Um dia, no entanto, perdi o papel principal em uma peça da escola por não fazer o ‘gênero princesa’ que procuravam. Foi aí que decidi mudar. Comprei revistas de dieta e fiz longas greves de fome, até que alcancei os tão sonhados 50 kg. Pintei meu cabelo, afinal, as loiras chamam mais a atenção. Em seguida, alisei-os, pois li num artigo que cachos são ultrapassados. Pouco depois, terminei meu namoro. Agora que estava impecavelmente linda, não poderia ficar ao lado de alguém sem beleza exterior. Minhas amigas antigas? Rompi relações, claro. Ser vista ao lado de meninas que misturam estampas queimaria meu filme. Fiz novas amizades, com pessoas perfeitas assim como eu, e pensei que viveria um conto-de-fadas. No entanto, não precisei chegar ao final para saber que seria infeliz. Percebi que minhas novas amigas eram simplesmente fúteis, mas já era tarde demais para reatar os laços com as antigas, que alegavam não gostar do meu novo jeito de ser. Descobri que amava o meu ex-namorado, mas ele não quis voltar comigo por eu tê-lo magoado profundamente quando terminamos. Mas o que isso me importava? Eu estava linda como sempre sonhara. Quando percebi as idiotices que havia feito, tentei consertá-las. Não foi fácil re-conquistar a confiança de pessoas que eu havia machucado, mas me esforcei. E consegui. Hoje, abri mão de toda a futilidade da ditadura da beleza e estou realmente feliz, como era antes de entrar nessa roubada. O que aprendi com isso? Beleza não põe mesa. Por mais que seja supervalorizada, não vale á pena abrir mão de seus valores por algo meramente exterior. Sua essência diz quem você realmente é.


Texto fictício criado para o Blorkutando. :)